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Moda

As mudanças culturais e sociais que vivemos dia após dia, estão a redefinir os padrões da moda. Neste sentido, as marcas do setor estão a procurar maneiras de inovar na sua gama de produtos, mas também na sua forma de comunicar para celebrar a diversidade, inclusão e ética, promovendo princípios de aceitação e valores de sustentabilidade e destacando a beleza e os valores de cada indivíduo ou comunidade.


De uma moda de ideais à defesa da diversidade e inclusão

A moda sempre foi reservada para os que correspondiam a códigos de beleza específicos. No entanto, isso parece ter mudado, com o boom das temáticas de preservação da biodiversidade e dos ecossistemas naturais, a representação dos corpos, cores de pele e géneros diferentes , e outras questões que parecem ter sacudido toda a indústria. Neste sentido, impulsionadas pelo movimento social da diversidade, as marcas estão a reinventar-se, promovendo uma moda mais inclusiva, ou seja, um sistema que introduz um número maior de pessoas diferentes dos estereótipos de beleza convencionais – destacando-as nas suas campanhas de comunicação, de publicidade e/ou nos seus desfiles.


Condições de trabalho e ética


Outro tópico de relevo na temática prende-se com o facto de a moda ser associada a uma indústria desigual e sexista, que costuma violar frequentemente os direitos humanos. A moda é uma das cinco principais indústrias envolvidas neste tipo de escravidão moderna, e nesse contexto, a transparência e a rastreabilidade da cadeia de fornecimento são amplamente reconhecidas como pilares importantes para construir ou reforçar a responsabilidade social das empresas de têxteis, vestuário e calçado, melhorando assim as condições de trabalho e de vida da sua mão-de-obra. Algumas marcas estão já a adotar um série de práticas transparentes, complementadas por outras iniciativas que visam fortalecer a sua diligência e o respeito pelos direitos humanos na sua supply chain.


Preocupação com o ambiente e inovação dos produtos


A moda é também a segunda indústria mais poluente no mundo, pelo que se espera uma transformação ecológica neste campo, através de iniciativas como fabrico sustentável, certificações ambientais, reciclagem de matérias-primas, desenvolvimento de inovações têxteis internas, etc.

Tendo em conta as necessidades de um consumidor mais informado, e ainda as mudanças climáticas que se sentem em todo o mundo, a abordagem do setor também tem de se adaptar, nomeadamente em relação aos materiais utilizados na confeção dos seus produtos e derivados, gerando um boom em relação aos recursos naturais e sustentáveis, e passando a usar materiais como algodão orgânico ou de couro vegan.


A mensagem é clara: a moda deve tornar-se mais verde. Os consumidores, mais conscientes do que nunca dos efeitos negativos do seu consumo e estilo de vida no meio ambiente, procuram agora uma moda mais ética e responsável, que não seja prejudicial para o planeta e para as pessoas. Um requisito ao qual algumas empresas já responderam, tomando medidas fortes e comprometendo-se em prol do ambiente para garantir uma transição ecológica prolífera e oferecendo aos seus clientes uma melhor rastreabilidade dos seus produtos.